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BM&F Bovespa

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História



Era o ano de 1988. Os Jogos de Seul acabavam de ser realizados na Coreia do Sul. No Brasil, Fernando Nabuco de Abreu e Luis Masagão Ribeiro, na época integrantes do Conselho de Administração da jovem BM&F, idealizavam o Prêmio Ouro Olímpico, destinado aos brasileiros medalhistas em Seul. Nascia assim uma história de apoio e incentivo ao esporte que perdura até nossos dias.

 

Em sua primeira edição, o Prêmio Ouro Olímpico distribuiu 4,05 quilos de ouro. Foram contemplados Aurélio Miguel (ouro no judô), Joaquim Cruz (prata nos 800 m rasos), futebol masculino (prata), Robson Caetano (bronze nos 200 m rasos), Torben Grael e Nelson Falcão (bronze na classe Star, na vela), Lars Grael e Clínio de Freitas (bronze na classe Tornado, na vela).

 

Este foi apenas o primeiro passo. Com o sucesso do Ouro Olímpico, em 1989 a BM&F começou a procurar novas formas de trabalhar com esporte. A modalidade escolhida foi o atletismo, não só por sua tradição em Jogos Olímpicos, mas também por ser a que poderia proporcionar maior inclusão social de jovens carentes. Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico do salto triplo em Helsinque/1952 e Melbourne/1956, foi chamado para colaborar.

 

A primeira ideia de Adhemar foi sugerir um trabalho de base, investindo em potenciais talentos e não apenas em atletas já prontos ou que já tivessem resultados. Assim, em 1990, a BM&F fez uma parceria com a Federação Paulista de Atletismo, presidida na época por Sergio Luis Coutinho Nogueira, e "adotou" seis atletas: Robson Caetano, bronze nos 200 metros nos Jogos de Seul, e mais cinco jovens promessas, entre eles Eronildes Nunes Araújo e Elisângela Adriano, dos lançamentos e arremessos, então com 18 anos, que continua ligada à BM&FBOVESPA como atleta. Surgia o Programa Atleta do Futuro, que patrocina o esportista, visando à preparação olímpica.

 

Adhemar tornou-se o primeiro padrinho do Programa e, no início da década de 90, justificava assim a opção pelo atletismo: "No exterior, os atletas são verdadeiros heróis e os jovens copiam seus heróis. Logo, onde há quantidade acaba surgindo também qualidade. O Brasil é privilegiado pelo clima, possui 160 milhões de habitantes e uma enorme porcentagem dessa população ainda é jovem. Portanto, está apenas engatinhando. O atletismo, se bem amparado, poderá proporcionar muitas glórias ao país."

 

Ao longo dos anos 90, o programa foi se firmando. A parceria se desenvolveu e o número de atletas que recebiam apoio cresceu. Em 1999, já eram 20 atletas, 11 dos quais conseguiram índice para o Pan de Winnipeg, oito trouxeram medalhas, seis de ouro. Pela atuação, a BM&F concedeu aos atletas patrocinados o Prêmio Ouro Olímpico, estendendo-o aos medalhistas no Pan-Americano - os três atletas que não foram ao pódio receberam 25 g de ouro como incentivo. No total, foram distribuídos 5,2 kg de ouro.

 

Com o tempo, o Programa Atleta do Futuro cresceu e transformou-se no Programa de Incentivo ao Atletismo, englobando o Ouro Olímpico, o Atleta do Futuro e o Melhor Técnico do Ano (1993), que reconhece a importância do aprimoramento técnico e financia a reciclagem profissional num centro de treinamento internacional à escolha do treinador. Em 2000, a BM&F já patrocinava 25 atletas, entre eles, Vanderlei Cordeiro de Lima, Maurren Higa Maggi e Fabiana Murer.

 

A ideia de formar um clube surgiria em 2000, motivada pela Olimpíada de Sydney. Em Brasília, Manoel Felix Cintra Neto, então presidente da BM&F, se encontrou com a embaixatriz russa. Conversando sobre os Jogos, Cintra Neto comentou que a BM&F apoiava o atletismo e tinha mais de dez atletas em Sydney. A embaixatriz elogiou a iniciativa, recomendando que fosse ampliada e mais divulgada, de modo a incentivar outras empresas a também investirem na modalidade.

 

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