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Com ajuda de Marílson, Juliana Gomes dos Santos continua a se reinventar no atletismo


Incentivada pelo marido e pelo técnico Adauto Domingues, fundista do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA testa os 10.000 m, mas diz que o foco na temporada é conquistar o índice para o Mundial de Londres nos 5.000 m


Agência Luz/BM&FBOVESPA
Marílson, Miguel e Juliana: família unida no atletismo


São Caetano do Sul - Juliana Paula Gomes dos Santos não para de criar novas oportunidades dentro do atletismo. Campeã pan-americana dos 5.000 m em Toronto/2015 e atleta olímpica dos 3.000 m com obstáculos no Rio/2016, a fundista do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA vai fazer sua estreia nos 10.000 m no fim de semana, durante a disputa da Etapa Regional do Campeonato Paulista de Atletismo, em São Bernardo do Campo (SP).


Juliana, de 33 anos, deixa claro que os 10.000 m não são sua prova atual. "Pode até vir a ser, no futuro. Meu objetivo este ano é buscar o índice para o Mundial de Londres nos 5.000 m, e os 3.000 m com obstáculos, que corri muito bem e sou a atual recordista sul-americana, é uma carta na manga. Estou expandindo minhas possibilidades, estou me refazendo a cada dia", disse a atleta.


Mudar de prova não é um problema para Juliana, que conquistou títulos importantes quando era meio-fundista - foi medalha de bronze no Mundial Juvenil de 2002 nos 800 m e campeã pan-americana dos 1.500 m no Rio/2007 (prova na qual ainda é recordista brasileira). A transição para provas mais longas ocorreu após a gravidez do filho Miguel, que nasceu em 2011, com o incentivo do técnico Adauto Domingues. "Eu confio muito no trabalho do Adauto. Fazer um 10.000 m está no cronograma dele, então vou acreditar. Porque quando eu corria mais os 1.500 m, também fiz 5.000 m. E que ninguém estranhe se eu fizer um 800 m, se isso estiver dentro da programação, vou fazer também."


Na disputa de sábado, Juliana diz não ter expectativa de tempo nem de colocação. "Tenho que sentir a prova, em qual momento vai vir a dificuldade. Acho que o pior não vai ser a parte física, porque estou treinada. Mas a mental, de suportar o grande número de voltas. Sei que é algo que virá com o tempo, porque quando fiz os 5.000 m pela primeira vez, pesou, e depois fui criando estratégias."


Apoio e dicas valiosas dentro de casa


Juliana ganhou o ouro no Pan de Toronto em 2015, mas ainda se considera novata como fundista. "Isso é muito louco. Eu até esqueço que ganhei o Pan. Mas estou muito bem assessorada pelo Adauto e pelo Marílson, que conhece muito bem os macetes das provas de fundo", conta. "O Marílson não interfere no trabalho do Adauto, só acrescenta. Ele tem me ajudado bastante, antecipa o que vou eu sentir em determinado treino ou situação, porque são coisas que eu ainda não conheço".


Durante o trabalho de base, Juliana venceu o Troféu Cidade de São Paulo, prova de rua de 10 km disputada em 25 de janeiro. E teve uma sensação diferente, de continuidade, até, do que Marílson conquistou. "O Marílson ganhou essa prova e eu estava lá, assistindo, torcendo por ele. E agora mudou o papel. Ele foi me acompanhar e nunca o vi tão nervoso. Quando ganhei, ficamos muito emocionados. A rua era algo que ele dominava."


A atleta conta que agora treina mais, com um volume maior e um cansaço diferente. "Agora preciso ser mais disciplinada, ter uma alimentação ainda melhor, e um bom descanso. Sofri muito no começo, mas estou amadurecendo, até porque já consegui fazer coisas que achava não ser capaz. A melhora está vindo devagarzinho".


O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA, comprometido com o desenvolvimento do Brasil pelo esporte, tem parceria com CAIXA, Prefeitura de São Caetano e Nike.



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