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BM&F Bovespa

Palavra de especialista

31/1/2012

A fratura de estresse da fíbula


A fratura por estresse da fíbula apresenta uma história de sintomas progressivos que se agravam com a persistência do treinamento, podendo gerar dor intensa e impossibilidade de apoiar o pé no solo


A fíbula é um dos ossos longos da perna e participa das articulações do joelho e tornozelo. Localiza-se junto à face lateral da perna e mantém uma articulação fibrosa com a tíbia, que confere estabilidade entre esses dois ossos. A tíbia e a fíbula têm importância fundamental na formação da "pinça articular" do tornozelo, articulando-se com o osso do tálus, no pé.

 

A sobrecarga dos treinamentos também pode ter como alvo a fíbula. As fraturas de estresse de fíbula representam entre 4,6% e 21% de todas as fraturas por estresse.

 

Embora todo o osso possa ser acometido, o terço distal (quatro a sete centímetros proximais à extremidade do maléolo lateral) é o mais envolvido. As fraturas são causadas por uma combinação de forças musculares e cargas axiais aplicadas ao osso durante longos períodos de esforço físico.

 

O quadro clínico se manifesta por dor localizada na face lateral da perna ou tornozelo, que se confunde facilmente com dor muscular ou com a inflamação dos tendões fibulares, localizados posteriormente à fíbula.

 

A fratura por estresse da fíbula apresenta uma história de sintomas progressivos que se agravam com a persistência do treinamento, podendo gerar dor intensa e impossibilidade de apoiar o pé no solo.

 

Os diagnósticos que podem ser confundidos com a fratura de estresse da fíbula são a síndrome compartimental crônica, a tendinite do bíceps, a compressão do nervo fibular e as calcificações intramusculares.

 

As radiografias simples podem apresentar resultados normais no início dos sintomas e permanecerem assim por até três meses, o que torna este exame incapaz de fazer um diagnóstico precoce.

 

Muitos indivíduos com queixas de dor na face lateral da perna podem ter uma fratura de estresse não diagnosticada, já que a história, exame físico e radiografias não revelam nenhuma lesão.

 

A ressonância magnética é o melhor método para o diagnóstico específico de cada estágio, fornecendo dados mais confiáveis a respeito da duração e da extensão da lesão. O perfeito entendimento da evolução desses eventos é de grande importância para o acompanhamento clínico e o tratamento do atleta.

 

O tratamento não cirúrgico é indicado para a maioria das fraturas de estresse de fíbula e abrange repouso modificado por três a oito semanas, seguido por um retorno gradual aos níveis de atividade física pregressos.

 

As órteses pneumáticas, que são imobilizadores do tornozelo, com o apoio de muletas, também são descritas no tratamento e podem ser úteis para determinados casos.

 

O repouso absoluto é contraindicado, principalmente nos atletas, em decorrência do enfraquecimento muscular e perda de condicionamento físico.

 

Procure um diagnóstico precoce e não perca tempo!

 

Bons treinos!

 

Dr. Cristiano Frota de Souza Laurino

Médico Ortopedista do Clube de Atletismo BM&F/BOVESPA

 



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