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BM&F Bovespa

Palavra de especialista

31/05/2011

Síndrome do piriforme


O problema pode acometer corredores, ciclistas, triatletas e até frequentadores de academias


O que é a síndrome do piriforme?

O músculo piriforme se estende da superfície pélvica do osso sacro (coluna) até a borda superior do trocânter maior (fêmur). Sua função principal é mover a coxa lateralmente e gerar uma rotação lateral.

A síndrome do piriforme refere-se a uma irritação do nervo ciático na sua saída da pelve para a região glútea ao passar através do músculo piriforme localizado profundamente na nádega.

O nervo ciático é o maior nervo do corpo e sua inflamação causa dores na região posterior do quadril e na nádega, que frequentemente se irradiam para a coxa e perna.

 

Como isto ocorre?

O nervo ciático passa entre os músculos piriforme e obturador interno, embora em cerca de 15% das pessoas o nervo atravesse o músculo piriforme. Nas condições em que o músculo piriforme estiver tenso, hipertrofiado ou apresentar um espasmo localizado, o nervo ciático poderá ser comprometido.

A síndrome acomete corredores, ciclistas, triatletas e praticantes de academia. A posição sentada por longos períodos na bicicleta ou mesmo os impactos repetidos durante um treino de mountain bike podem provocar dor local.

Na corrida, os treinos de subida são alguns dos fatores desencadeantes da síndrome do piriforme. A síndrome do piriforme está relacionada também às longas corridas em declive e aos exercícios excessivos de fortalecimento da musculatura glútea e da coxa.

 

Quais são os sintomas?

Dor profunda localizada na nádega em caráter de queimação, podendo irradiar para a coxa do mesmo lado. Piora ao caminhar, correr ou nos movimentos de rotação lateral do quadril, como fazemos ao sentar com as pernas cruzadas. Dor durante os movimentos de sentar e levantar de uma cadeira.

 

Como a síndrome é diagnosticada?

A história e o exame clínico são fundamentais para o diagnóstico adequado. O exame clínico consiste no exame ortopédico e testes especiais de movimentação do quadril, desencadeando a referida dor.

Os exames de imagem, como radiografias, tomografia computadorizada e a ressonância magnética podem ser úteis na confirmação diagnóstica. O diagnóstico pode ser confundido com o de outras doenças, como as bursites, as lombalgias em geral, as tendinites dos músculos flexores do joelho e as dores provenientes das hérnias de disco.

 

Como a síndrome é tratada?

O tratamento pode abranger medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares sob prescrição médica, injeção local de anestésicos e corticosteróides, fisioterapia, RPG, repouso e até cirurgia nos casos mais graves e sem melhora com tratamento clínico por período prolongado.

 

Como a síndrome pode ser prevenida?

A prevenção pode ser feita por meio de um treinamento adequado, com exercícios de alongamento dos músculos rotadores internos e externos do quadril, acompanhados de aquecimento apropriado. Também é recomendável moderação nos exercícios de fortalecimento de glúteos, sempre acompanhados por exercícios de alongamento.

 

Quando voltar aos treinamentos?

O objetivo da reabilitação é permitir o retorno ao esporte, com segurança, o mais brevemente possível. O retorno precoce às atividades físicas, ainda na presença de dor, pode desencadear piora dos sintomas. No geral, quanto mais tempo transcorrer entre o início da dor e o começo de um tratamento, mais tempo levará para a melhora dos sintomas.

 

É possível retornar ao esporte com segurança quando os objetivos abaixo forem progressivamente atingidos:

Movimentos normais dos membros inferiores

Força semelhante entre os membros inferiores

Trote indolor

Tiros retos sem dor

Corridas em curva e com mudanças de direção sem do

Movimentos de saltos

 

Bons treinos!

 

Dr. Cristiano Frota de Souza Laurino

Médico Ortopedista do Clube de Atletismo BM&F/BOVESPA



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